Crônicas do coração – Universo particular

Samanta Rodrigues, Gravatal, 22 anos, Farmacêutica.

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Olá! Sou a Samanta Rodrigues (mas gosto que me chamem de Sam), sou farmacêutica e aspirante a escritora! Sou recém formada e um tanto quanto perdida. Trabalho atualmente produzindo conteúdo pra internet na empresa Alpis consultoria.

 

Esse ano, além de conseguir a proeza de me formar na faculdade, também assinei um contrato com a editora Multifoco em breve será lançado meu primeiro livro de crônicas. E teve gente que achou que eu passei os últimos cinco anos dormindo, haha (estão certíssimos).

 

Como posso falar sobre mim? Sou totalmente avoada, péssima aluna, vivo sonhando acordada, inventando histórias dentro da minha cabeça, filosofando, mudando de ideia, me confundindo. Por outro lado sou bem organizada e vivo fazendo listas das quais perco com frequência e esqueço o que tinha planejado. Mas no fundo, sou boa pessoa. Deus perdoa.

 

Minha grande paixão sempre foram as crônicas. Poder sentar todos os dias e escrever minhas impressões desse mundo maluco é um alivio e tanto! Por isso minha coluna se chama “Crônicas do Coração” e não poderia ser diferente – sou toda coração, dos pés a cabeça. Espero mesmo que vocês gostem da coluna, escrevo com todo amor e carinho.

 

 

Universo Particular

 

Eu sou a casa em que cresci e a pitangueira no jardim. Eu sou meu avô sempre me trazendo balas. Eu sou o primeiro dia no colégio com coxinha no recreio. Eu sou minha mãe e os gibis da Turma da Mônica. Eu sou o almoço de domingo com a fita do Zezé de Camargo e Luciano na Brasília azul do meu tio. Eu sou minha avó suas orelhinhas no café da tarde.

 

Eu sou as revistas e os livros da biblioteca. Eu sou o caderno esquecido propositalmente embaixo da cama. Eu sou os corações e os símbolos no diário. Eu sou as notas baixas e os prêmios literários. Eu sou minha melhor amiga de infância. Eu sou uma bruxinha.

 

Eu sou o menino e sua bicicleta rodeando minha casa e entregando cartinhas de amor. Eu sou os beijos desejados, beijos roubados, beijos sonhados e beijos dados. Eu sou todo e qualquer tipo de amor.

 

Eu sou a banda juvenil e os primeiros goles de álcool. Eu sou as primeiras – e todas as outras – decepções. Eu sou a dor mais dolorida, a risada mais gostosa. Eu sou a primeira a chegar e a última a sair. Eu sou a dança sem vergonha e sem par.

 

Eu sou peixes, com ascendente em áries e lua em gêmeos. Eu sou dúvida, confusão e medo. Mas também sou coragem e força. Eu sou eu, sou você, sou ela e sou ele. Sou o cachorro que corre atrás do rabo e o gato que se lambe o dia inteiro. Sou a árvore que cresce destemida, mesmo sem rega ou adubo. Sou a água que limpa, o vento que seca, o fogo que aquece e a terra que alimenta. Sou tudo e todos e tudo sou eu.

 

E, assim como você ou como tudo, sou mistura de tudo e nada, formando um universo particular. Único, próprio, tão imenso e tão insignificante na imensidão de tudo isso.

 

“Sou uma parte do todo.”

 

Outras crônicas estão disponíveis em tudoqueeuquerodizer.blogspot.com.br

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