(In)versos

Liliane Maria Inácia. Professora.

Amante de café, frio, livros, filmes dramáticos e fotos reveladas.

Associo músicas a momentos e escrevo sobre todas as coisas que me (ins)piram.

E-mail: lilmonitora@hotmail.com

lili

 

De repente

Então, chegam-me faces, cheiros, palavras, afagos, zelo, colo. E aparecem no momento em que não se está preparado pra doar, receber, trocar, mas, incrivelmente chegam na hora em que se está precisando urgentemente disso tudo.

Abri as portas, janelas, gavetas empoeiradas de sonhos falidos, de carências vivas. Deixei entrar o que me chega e agora, de repente, quero que fiquem comigo, em mim, na minha vida, na minha história, na minha memória, na minha saudade.

A solidão foi preenchida porque chegaram e peço com carinho e força que fiquem, que fique.

O que estava e está reservado é de tamanha importância. E dessa vez, eu sinto que posso apostar.

E você? Pode?

 

Três pontinhos

Já fui rodeada de amigos, mas, hoje preciso apenas dos bons amigos. Gosto também dessa parte, onde sou cercada por essas paredes brancas, a cama, o silêncio e só. É difícil me descrever, não sei como isso acontece, talvez seja uma mistura entre um suspiro ou outro que tudo muda.

A gente muda. Nossas memórias, não. Nossa história muda quando decidimos isso. Embora acredite que só ganhamos espaço e nos reconhecemos quando a ideia de amor e amizade encosta a porta pra deixar entrar quem chega, e todos os sentimentos passam a ser pessoas. Mas, o boato que rola na cidade e em alguns bares, é que todos os sentimentos bons doem e destroem. Quem sabe seja por isso que há tantos vazios, como desde sempre.

E como não entendo e não sei finalizar, deixo em reticências minha descrição. Três pontinhos de mais algumas tentativas, de mais sonhos, de mais amizade, de mais fé, de mais três pontinhos. Sempre.

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