Município busca local para construir Centro de Zoonose

 

Passa ano, entra e sai governo e o problema de Imbituba com animais de rua continua. É um problema que as administrações, apesar de várias ações não conseguem sanar. Em 2016 estimava-se que Imbituba tinha uma população de aproximadamente 4 mil animais de rua. Em 2017 este número deve ter aumentado principalmente pela falta de castrações.

Com o objetivo de controlar a reprodução e a proliferação de doenças transmitidas por animais de rua, a Diretora em Saúde Camila Pires Fermino ressaltou em entrevista ao Grande Jornal que a prefeitura já está com planos para a criação de um Centro de Zoonoses. “Estamos apenas dependendo de um local. Já temos alguns terrenos em vista mas esbarramos em algumas áreas que não comportavam o Centro da maneira que queremos fazer. Tentamos uma primeira área mas estamos em contato para outro espaço que já possui prédio pronto e isso irá diminuir o valor para a construção do Centro”, destaca Camila.

Desde 2012 Imbituba não tem mais um Centro de Zoonose, que também servia de canil e o espaço onde ficava localizado, na antiga ICC foi retomado pela Justiça. O novo Centro de Zoonoses irá vermifugar e esterilizar todos os animais de rua e microchipar todos os animais de Imbituba. “Temos como meta colocar um microchip de localização em todos os animais do município. Isso irá garantir que os animais sejam bem tratados. De início iremos colocar nos animais castrados das cuidadoras, que possuem vários animais em casa. Depois nos animais de rua esterilizados e iremos fazer uma campanha em todo o município”, comenta Camila.

O animal que for encontrado abandonado e com o microchip, ao ser consultada a origem, irá revelar se ele tinha um dono e foi abandonado e este dono poderá ser multado. “Iremos acompanhar também os animais de rua para serem vermifugados periodicamente. Assim iremos garantir que os animais sejam bem cuidados, iremos evitar o abandono de animais e diminuir o risco de zoonoses na cidade”, destaca a Diretora que consultou um projeto da prefeitura de São Ludgero que já realiza um trabalho do mesmo porte.

A microchipagem será gratuita e o novo Centro de Zoonoses não terá canil e a intenção é que os animais esterilizados sejam todos adotados, garantindo uma existência mais digna aos animais. Animais de grande porte como cavalos, bois e vacas abandonados também receberão atenção da Vigilância em Saúde. “Iremos trabalhar com algum convênio ou licitação para poder recolher animais de grande porte. Em Roça Grande e Boa Vista temos uma alta incidência de animais abandonados que podem provocar até mesmo acidentes na BR-101”, ressalta Camila.

Diretora enfrenta os mesmos e novos desafios

A Vigilância em Saúde engloba em Imbituba a vigilância epidemiológica, sanitária e ambiental. Camila é advogada e acompanhou por cinco anos como assessora jurídica a juíza Naiara Brancher. Assumindo a Vigilância  em Saúde em março, Camila encontrou muitos desafios, alguns muito conhecidos, como a incidência de animais de rua.

A Vigilância vem fiscalizando vários estabelecimentos comerciais, as condições de higiene, banheiros, acessibilidade, etc. “Estamos fiscalizando sempre antes da renovação dos alvarás, assim fazendo um levantamento das empresas que continuam ou mudaram de atividade. Por exemplo uma padaria que começa a vender frango assado tem novas orientações e às atualizamos quanto à isso”, destaca a Diretora que ressalta que está estudando junto à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e à Diretoria de Trânsito sobre o funcionamento dos Food Trucks, já que alguns colocam cadeiras e mesas na calçada porém não possuem banheiros químicos.

Outro problema que aflige a cidade é a quantidade de terrenos com mato alto em situação de abandono. Estes podem ter pneus, carcaças de veículos que podem oferecer riscos à comunidade. “Iremos fiscalizar de forma mais intensiva e solicitar a limpeza dos terrenos. Caso o proprietário não realize a limpeza pode ser multado”, comenta Camila. As pessoas podem denunciar terrenos assim fazendo um protocolo na prefeitura ou na sede da Vigilância Sanitária que fica em frente à Escola Estadual Henrique Lage, ao lado do NASF.

Camila destaca que as pessoas precisam ter consciência em preservar o meio ambiente. “Se respeitarmos o meio ambiente, iremos estar respeitando o outro e deixando um futuro melhor para os nossos filhos”, destaca Camila e ressalta que é necessário como diretora ter a consciência de estar fazendo um serviço público, “procurando desempenhar o trabalho da melhor maneira possível, pois hoje estamos em um cargo e coordenando este trabalho, mas amanhã volto a ser a Camila, cidadã que irá usufruir dos serviços e fazendo um bom serviço público iremos deixar um futuro melhor para o município”.

 

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