O poder do autoconhecimento – Sagrado Feminino

tailua
“Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses. Se o que tu procuras não achares primeiro dentro de ti mesmo, não achará em lugar algum”. Sócrates
Não é de hoje que se fala sobre a busca do autoconhecimento. A famosa exortação de Sócrates traduz uma das mais antigas preocupações da humanidade. Talvez esse seja, afinal, o grande tema desta coluna, talvez esse seja o grande sentido da vida, talvez. Hoje sinto que só é possível compreender o mundo e as pessoas a partir do autoconhecimento. Inclusive isso parece ser a última grande sacada do empreendedorismo, a chave do sucesso.
O autoconhecimento é o caminho do desenvolvimento pessoal. É um processo de eterna observação, de olhar pra si e perceber além daquilo que o outro vê. E mais, não deve ficar só no âmbito do psicológico e espiritual. Conhecer o nosso corpo físico é essencial e revolucionário. Perceber o funcionamento do organismo e observar as peculiaridades anatômicas nos dá o poder de reconhecer quando algo não está bem e o que funciona para o nosso bem estar.
A medicina é uma ciência incrível e é claro que não dá pra esperar que todo mundo conheça o corpo humano, nos seus infinitos detalhes técnicos e nomes complicados. Mas, a percepção sobre o próprio corpo me parece uma atitude básica que se perdeu diante de dogmas religiosos e da suposta superioridade da visão técnica sobre a saúde.
Muitas mulheres sofrem por não conhecer seu corpo e não compreender o que acontece nele. Podem não entender que sentimos desconfortos no período menstrual porque nosso útero está inchado, com seu tamanho super aumentado. E que podem haver coágulos que terão que passar por um buraquinho minúsculo feito de músculo. A parte boa de saber disso é encontrar alívio numa ducha quente e um chá relaxante muscular como a camomila.
Muitas podem não saber nada sobre o clitóris, um órgão que serve exclusivamente para o prazer e por isso sempre foi demonizado ou simplesmente negado, esquecido. Algumas ainda não sabem que ele existe! É assustador que a anatomia desse órgão tenha sido desvendada somente em 1998 quando a urologista australiana Dra. Helen O’Connell publicou no periódico médico New Scientist a descoberta de que o clitóris ia muito além da parte externa, criando novos contornos para o órgão que pode chegar a 10 centímetros e tem o dobro da quantidade de terminações nervosas que tem o pênis.
Conhecer nossos corpos é o primeiro passo para um caminho de compreensão, respeito e amor. Acho que está na hora de também falar: “Ó mulher, conhece-te a ti mesma e conhecerás o Universo e as Deusas. Se o que tu procuras não achares primeiro dentro de ti mesma, não achará em lugar algum”.

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