Quase

lilly

Quase primavera. Quase agosto. Quase 33. Quase loucura. Quase beijo. E quase que tudo isso faz sentido.

Ando sentido a ansiedade dos quases. E eu que quase sempre, sempre muito calma.

O que me faz escrever hoje é o quase. Quase que nem percebo algumas coisas. Essas que citei acima, por exemplo, quando chegam, passam quase que totalmente despercebidas e fico na expectativa de tantos outros quases que continuam passando sem serem enxergados.

Hoje, o tempo me assusta e tenho uma lista absurda de quases na minha vida. Quase me formei, quase viajei, quase ganhei, quase consegui. Quase, quase, quase…

Sobre um ponto de vista bom, sou uma pessoa quase muito competente por chegar a tantas metades.

No outro lado da história, o que quase mais incomoda é esse quase e a cobrança das pessoas em cima dele.

Se quase foi, é porque tentei até a última e se não aconteceu,  é porque havia algo maior me esperando.

Quase é quase um final. E se não acabou, talvez seja porque eu não precisava desse aprendizado, ou não estava pronta pra recebê-lo.

Não condeno o tal do quase, eles fazem parte da minha história. Histórias de muitas vitórias.

Também histórias de muitos pré-conceitos ruins por causa desses quases. E eu quase me importo com isso. Quase perco o sono por isso. Quase me estresso por isso. Mas, não.

Podemos ser quase tudo, se quisermos. Mas, por favor, não sejamos quase amigos, quase apaixonados, quase amados, quase queridos, quase profissionais, quase felizes.

Isso não pode. Quer dizer, pode, mas esse tipo de quase, faz nossa história ser incompleta e sobre esse tipo de vazio, não quero fazer parte e nem saber escrever sobre.

Não se pode ser quase um sonho.

Ou se pode.

E quase fica confuso!

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